Sobre Batman vs Superman – A Origem da Justiça.

Vou começar esse texto já respondendo o que talvez seja a maior dúvida de todos os fãs. Sim, valeu a pena a espera! E sim, vale a pena ir assistir!

Um filme que faz um belo “fã service” , mas que deixou a desejar somente no desenrolar do enredo. Duas horas e meia de uma história bastante interessante e com alguns personagens que realmente surpreendem.

O tom sombrio e realista característico dos filmes da DC foi predominante. Uma Gotham pesada e uma Metrópoles menos solar servem de cenário para a batalha mais esperada de todos os tempos. As cores e o realismo foram os pontos altos do diretor Zack Snyder.

O enredo já não pode ser tratado da mesma forma. Mesmo com uma história boa, a distribuição dos fatos não foi muito adequada. O tempo entre a introdução dos personagens, o momento em que as histórias se cruzam, a apresentação da Mulher Maravilha ( Gal Gabot ), a criação do Apocalipse, a união dos heróis, o desfecho da história e a preparação para a Liga da Justiça foram tão mal distribuídos que a solução foi recorrer a saídas fáceis e simples.

A aparição do Flash, Aquaman, e Cyborg são interessantes mas não chegam a interferir em nada no decorrer do filme, apesar de todos eles – inclusive a Mulher Maravilha – serem tratados como meta-humanos, coisa que me deixou um pouco intrigado. O Flash e o Aquaman eu até entendo serem enquadrados nessa categoria, agora, a Mulher Maravilha nunca teve essa denominação, ou teve? E o Cyborg não pode ser um meta-humano porque a interferência que seu corpo sofreu foi totalmente tecnológica, ou seja, sua mutação foi através da interferência humana.

A interpretação do Superman ( Henry Cavill ) foi boa, apesar de já introduzir um certo desequilíbrio emocional ao personagem que não conseguiu imprimir grande destaque ao Homem de Aço. Talvez na liga da justiça ele tenha mais presença.

Já o Alfred de Jeremy Irons me fez retomar a simpatia pelo personagem. Agora ele aparece tendo uma participação muito mais ativa nas ações do Homem Morcego e se mostra não somente como um cuidador ou uma simples figura paterna para Bruce. Ele também participa – mesmo que a distância – das empreitadas do cavaleiro das trevas.

A Lois Lane de Amy Adams é meio sem sal. Ela está em partes importantes do filme, mas a falta de distribuição adequada do tempo a deixa meio perdida. Nós até a entendemos ali, mas ao assistirem o filme vocês vão perceber que ela tem um dom incrível de estar nos lugares em que ela não deveria estar.

Sei que muitos vão criticar o que vou dizer, mas o Lex Luthor do Jesse Eisenberg me pareceu genial. O verdadeiro maestro de todos os acontecimentos do filme. Essa tentativa de aproxima-lo dos novos grandes empresários do vale do silício foi joia.

Mas de fato, o grande astro do filme foi o Batman do Ben Affleck. Um Batman mais maduro e amargurado, com sangue nos olhos e que não mede consequências para atingir seus objetivos. Não somente sua armadura, mas a trilha feita para ele, os movimentos extremamente violentos nas cenas de luta mostram que o diretor ( Zack Snyder ) pesquisou bem os games e quadrinhos.

Justificando o anúncio de spoiler feito no título, preciso deixar claro que a grande batalha que eu esperei por dois anos não é nada além do que o filme entrega em seus trailers. Aliás, essa tática da DC de entregar muito dos filmes nos trailers me pareceu um tiro no pé.

No mais, são duas horas e trinta minutos que não percebemos muito bem o passar do tempo, mas que mesmo nessa confusão não conseguimos desgrudar os olhos da telona.

Minhas expectativas agora estão voltadas para o filme da Liga da Justiça parte 1 que chega em 2017. E espero que dessa vez os diretores e executivos da DC exponham menos o filme em seus trailers e acomodem melhor os acontecimentos dentro de um tempo melhor aproveitado.

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